Como diminuir os erros médicos: 4 estratégias e mudanças

Nos últimos anos, os erros médicos têm se tornado comum, o que chama a atenção dos hospitais para os cuidados que precisam ser tomados e também para novas estratégias a serem adotadas. Separamos 4 estratégias para te ajudar com esse assunto!

Uma pesquisa recente indica que erros médicos são a terceira maior causa de morte nos Estados Unidos.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 138 milhões de pessoas são afetadas por erros médicos, no período de um ano. O estudo também mostra que 2,6 milhões morrem por conta de falhas de procedimento ou conduta. 

Segundo a médica Neelam Dhingra-Kumar, coordenadora de segurança para os pacientes da OMS, dentre as principais falhas médicas estão: erros no diagnóstico, na prescrição de remédios, no tratamento e uso inadequado de fármacos. 

Na entrevista em Genebra, o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que “morrem, por minuto, 5 pessoas devido ao tratamento inadequado“. Esses dados convocam a medicina a assumir novas estratégias e mudanças!

Como mudar essa configuração? Neste artigo abordaremos 4 estratégias necessárias para diminuir os erros médicos na sua instituição de saúde!

1 – Comunicação entre a equipe

A comunicação entre a equipe é extremamente importante, principalmente durante a troca de plantão. Quando há um déficit na comunicação, aumenta a probabilidade de falhas médicas. Por isso, é crucial utilizar checklists e ferramentas que visam não esquecer absolutamente nada sobre aquele paciente.

O prontuário do paciente deve ser preenchido com todo o cuidado possível; nenhuma informação deve ser omitida, de modo a permitir que todos os profissionais que realizam os atendimentos tenham conhecimento integral sobre o estado clínico do paciente, assim como da evolução do seu estado de saúde.

É importante dizer que crianças são mais propensas a erros médicos, pois possuem uma capacidade limitada de falar de seus sintomas e restrições. Por isso, a importância de ter todas as informações contidas no prontuário e a comunicação entre os profissionais de saúde.

Portanto, é necessário que a gestão do hospital invista em estratégias, que têm por objetivo ampliar as formas de discriminação dos dados do paciente, bem como os detalhes e particularidades daquele caso. 

Além disso, a equipe precisa, antes de qualquer procedimento, estar certificado de que é o adequado a se fazer.

2 – Envolva o farmacêutico no tratamento

Como todos sabem, médicos e enfermeiros acompanham de perto os casos de cada paciente. No entanto, é importante que haja a inserção do farmacêutico ao tratamento, já que a maioria dos erros médicos são decorrentes de prescrições equivocadas. 

Com a presença de um farmacêutico, é possível reduzir esses erros, pois os profissionais de saúde terão informações sobre como os diferentes medicamentos podem afetar as condições dos pacientes e sobre quais remédios devem ser prescritos para cada caso em particular, bem como sua dosagem correta. 

A ação medicamentosa é um grande auxílio, mas ela precisa ser feita de forma minuciosa e com muito cuidado, o que, consequentemente, irá contribuir para a redução do impacto de erros causados por prescrição e dosagem incorreta. Desta forma, evitará as falhas e erros médicos.

3 – Redução de infecções

Durante a internação, as infecções hospitalares são as complicações mais graves. Existem ações que são imprescindíveis e que contribuem para a redução do impacto das mesmas.

Hospitais, clínicas, salas de operação, salas de espera e outros ambientes devem ser higienizados da forma correta, de acordo com as diretrizes federais de desinfecção. 

Todo o ambiente hospitalar precisa estar devidamente limpo, só assim será possível impedir que os germes e bactérias se espalhem.

Outra atitude necessária é garantir que toda a equipe pratique ações de higienização, como lavar as mãos corretamente – principalmente nessa época de pandemia.

4 – Diagnóstico adequado

Produzir diagnóstico adequado não inclui somente o fato de que ele deve ser preciso e correto, mas que também deve ser feito no período adequado – ou seja, não demorar para que os resultados sejam liberados.

A efetividade do diagnóstico também diz respeito ao tempo para o tratamento. Uma investigação para a elaboração de um diagnóstico não é uma tarefa fácil, é um trabalho minucioso e que inclui exames detalhados.

Nossa sugestão é incluir toda a equipe médica nesta elaboração. Desta forma, é possível que erros sejam evitados e a investigação diagnóstica seja desenvolvida de maneira mais rápida e eficiente.

Mudanças incluem novos olhares!

A mudança só começa com novos olhares. Para que, de fato, os erros médicos sejam reduzidos, é preciso que a equipe esteja pautada neste objetivo. 

Dica: esqueça o orgulho, olhe para as falhas que já foram cometidas e procure melhorar. Peça opiniões, use os feedbacks negativos e se paute nisso para construir uma organização de saúde ímpar.

A equipe precisa concentrar seus esforços nas principais causas de complicações e mortes de pacientes hospitalizados, como incluindo infecções cirúrgicas e efeitos adversos à medicação, para que as mesmas causas não sejam repetidas.

É necessário se adequar e investir na educação e formação dos profissionais de saúde. Uma boa ideia é contar com equipe de engenharia clínica para sessões de treinamentos com este foco, contribuindo e fornecendo novas técnicas e práticas.

O impacto de erros médicos na vida dos pacientes é inquestionável; os números comprovam e testificam que algo precisa ser mudado. Inclua este olhar na equipe de funcionários do seu hospital e crie uma equipe exigente. 

Para contar com novas estratégias e mudanças, você pode contar com a nossa equipe. Saiba mais falando com um especialista.

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